Wednesday, 21 January 2009

uma música que me faz viajar... mto.

http://www.youtube.com/watch?v=UkUUaxjQCfI

Friday, 16 January 2009

v i d a

Dispa-se...
Tire suas roupas...
Torne-se índio outra vez...Deixe seus chacras abertos, eles precisam respirar!!!
Reencontre a sua inocência, pinte-se de azul, coloque um colar de semente no pescoço.

Olhe-se...
Olhe-se no espelho com os olhos físicos e os olhos da alma.
Em que tipo de ser humano você se tornou?
Você é a pessoa que você sempre sonhou em ser?
Qual o rumo que a sua existência está tomando?
Olhe mais de perto...
Não se julgue, não se repreenda, apenas seja você mesmo.

Dance...
Depois de dar uma boa olhada em você, comece a dançar.
Celebre a vida, celebre a sua existência, dance a música do universo...
Siga as batidas do seu coração.

Libere...
Solte o seu EU primitivo e comemore!!!
Você não está aqui por acaso, o universo depende da sua existência (pode acreditar!!!)
Grite, cante, faça uma oração, um decreto, ou simplesmente fique em silêncio e ouça o nada (ele tem muito a dizer).
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." (Amyr Klink)

Wednesday, 14 January 2009

Smiling eyes, Smiling face, Smiling heart. Smiles all over me.


I must be dreaming..... actually... I really hope I'm not.
I have no words to describe what I'm feeling right now.
I just can say... I'm smiling. A lot.

Instante...

Instante, seja fugaz, terno e tempo e terno. Fugaz...
Ande, ainda que o sol brilhe recente e o dia recém se levante,
ante o fim iminente, o escuro rompante,
antes do ocaso do ente, cante seu silvo de estrela cadente.
Seja fugaz, terno e tempo e terno. Fugaz...
Não passe enquanto eu penso, amante distendido e tenso,
seja sobretudo nada, denso instante.

Monday, 5 January 2009

Leituras Dez. 2008

Il treno dell' ultima notte - "O trem da ultima noite" - Dacia Maraini
Il cacciatore di aquiloni - "O caçador de pipas" - Khaled Hosseini
Un' albero cresce a Brooklyn - "Uma árvore cresce em Brooklyn" - Betty Smith
La solitudine dei numero primi - "A solidão dos números primos" - Paolo Giordano
Va dove ti porta il cuore - "Vai aonde te leva o coração" - Susanna Tamaro
Spells Trouble - Clarice Bean
La ragazza dall orecchino di perla - "A rapariga do brinco de pérola" - Tracy Chevalier
"A era dos impérios"- Eric J. Hobsbawm

afogada em letras

Laura tecia frases mas isso não bastava. Seus mundos imaginários espalhavam-se pelo quarto, ao lado dos perfumes, cadernos e roupas. Eram tantas imagens, metáforas, parábolas e fábulas pelo chão, empilhadas atrás do armário e embaixo da cama, que ela pensava que um dia encontraria as respostas que procurava assim, escrevendo. Um dia decidiu que para entender as pessoas precisaria conhecê-las por dentro, e lá se foi investigar os mistérios do corpo humano. Mas não se pode conter a rebelião do pensamento, e quando a avalanche de idéias se dirigia em direção à mão e caneta, ela se sentava e costurava mais fios de experiência no papel.
Cada um desses escritos tinha sido importante. Não ousava Laura varrê-los dali, mesmo sabendo que existia um lugar aonde iam parar as frases não ditas, os manuscritos amassados, as palavras rabiscadas, os originais censurados, de ilustres e medíocres escritores, poetas, loucos e amantes. Deixava tudo ali mesmo, onde tinha caído, descartado temporariamente ou para sempre.
Dessa vez era o último texto, estava decidida. A mente febril criava, a mão materializava. Letra após letra, sem cessar, e cada canto vazio do quarto ia sendo tomado por amores, conselhos, reflexões, desabafos. Uma crítica estendeu-se da janela até o teto. Uma poesia se multiplicava, dava a volta na estante, uma rima se enroscava no quadro. Estava mergulhada num mar escrito. Do pescoço para baixo já não conseguia se mover, e escrevia apenas balançando levemente os dedos. Um adjetivo sujo borrava a maquiagem das bochechas. Um trocadilho sutil fazia-lhe cócegas no nariz. Quase não respirava mais. Mas escrevia. Era a última vez, a libertação. Na frente dos olhos ficou um poema romântico, daqueles em que tudo é pálido e sombrio. Fechou os olhos e desistiu de ler. Respirar era cada vez mais difícil. Uma prosa comprida, prolixa, se enrolou em seu pescoço. Estava longe do desfecho, as personagens ainda nem tinham surgido. Prosseguiu. A cada frase, ofegante, se aproximava do fim do enredo. O destino do herói seria feliz, decidiu Laura. O pescoço doía, estava submersa em palavras. O braço já não obedecia. Os pensamentos eram difusos. O fim da prosa se aproximava, e ela se entristecia em deixá-la incompleta. Do fundo da alma, buscou forças. Respirou fundo, concentrou-se e escreveu sua última palavra: fim.